Novo artigo do meatthefacts:


Pode encontrar o primeiro artigo de 2023 agora publicado no website para a sua leitura e circulação, por favor:


1) RESPEITADO CIENTISTA ITALIANO APONTA 5 NOTÍCIAS FALSAS SOBRE ALIMENTOS FALSOS. Consultar aqui.

 

 

O Novo Secretário de Estado da Agricultura! - Comunicado que a APIC partilhou junto da comunicação social

Para vosso conhecimento, partilhamos o comunicado que divulgámos junto da comunicação social. Consultar aqui

 

Novos artigos sobre os factos da carne:
 
Informamos que há um novo artigo no website de factos sobre a carne:
 
1) Global Burden of Disease 2019: resultados irrealistas e não transparentes | European Livestock Voice. Consultar aqui.
2) A criação de bovinos não é cruel, e a carne não é homicídio | European Livestock Voice. Consultar aqui.
 
  

O relatório da União Europeia One Health 2021 Zoonoses foi publicado no website da EFSA.

Os níveis de doenças zoonóticas e surtos de origem alimentar em 2021 subiram em relação a 2020, de acordo com o último relatório da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC). Cobrindo 273 páginas, "The European Union One Health 2021 Zoonoses Report" mostra, no entanto, que os números de casos ainda estão muito abaixo dos vistos antes do COVID.

A diminuição relativa aos níveis pré-pandémicos deve-se provavelmente a medidas de controlo para limitar a propagação da COVID, que ainda estavam em vigor em 2021. Houve algumas excepções, incluindo a Yersiniose, uma doença frequentemente associada à ingestão de carne de porco crua ou mal cozinhada, & Listeriose de origem alimentar, para a qual os números de casos excederam os níveis pré-pandémicos.


Os surtos mais frequentes de doenças de origem alimentar foram de Salmonella, que representaram 19,3% (773) do total. Os cientistas da EFSA explicam que "os surtos de doenças de origem alimentar diferem dos casos globais notificados, na medida em que são eventos em que pelo menos duas pessoas contraem a mesma doença a partir do mesmo alimento contaminado".

Ovos, ovoprodutos e "alimentos mistos" foram as fontes mais comuns. Os surtos ligados a vegetais e sumos, e os produtos feitos a partir deles, aumentaram significativamente. O número de surtos causados por Listeria monocytogenes atingiu o nível mais elevado de sempre, 23, o que pode ser devido a uma maior utilização de técnicas de sequenciamento de genomas inteiros, que permitem aos cientistas detectar e definir melhor os surtos. Nos casos globais de zoonose notificados, a Campylobacteriose continua a ser a zoonose mais frequentemente notificada, com o número de casos notificados a aumentar para 127 840 em comparação com 120 946 em 2020. A carne de galinha e de peru foi a fonte mais comum. A salmonelose foi a segunda mais notificada, afectando 60 050 pessoas, em comparação com 52 702 em 2020. As doenças mais frequentes foram a Yersiniose (6 789 casos), infecções causadas por E. coli produtora de Shigatoxina (6 084 casos), e Listeriose (2 183 casos).

Por favor, encontre aqui o relatório completo.

 

Novo artigo no website do ELV

Informamos que há um novo post no website de meatthefacts:
 
1. NÃO HÁ COMPETIÇÃO POR ALIMENTOS ENTRE O GADO E AS PESSOAS. Consultar aqui
 
 
  

A CLITRAVI dá nota que existe um novo artigo no website de meatthefacts para a vossa leitura e circulação:

1. DEFICIÊNCIA DE FERRO E "FOME OCULTA": A DESNUTRIÇÃO POR MICRONUTRIENTES TAMBÉM AFECTA OS PAÍSES DE ELEVADO RENDIMENTO.

Consultar aqui.

 

    

Artigo de opinião escrito por Graça Mariano, Diretora Executiva da APIC
A sustentabilidade da Fileira da Carne

Estimados associados já muito se tem escrito sobre a sustentabilidade na fileira da carne.

Com mais detalhe na “Estratégia da Comissão Europeia Farm to Fork”, a qual, tem como objetivo o de tornar os sistemas alimentares justos, saudáveis e amigos do ambiente.
A Comissão apresenta números preocupantes, dando nota de que hoje os sistemas alimentares representam quase um terço das emissões globais de GEE (gases com efeito de estufa), consomem grandes quantidades de recursos naturais, resultam em perda de biodiversidade e impactos negativos na saúde (devido à sub e sobre-nutrição) e não permitem retornos económicos e meios de subsistência justos para todos os atores, em particular para os produtores primários.
A Estratégia "Da Exploração Agrícola à Mesa" visa acelerar a nossa transição para um sistema alimentar sustentável que deverá:

  • ter um impacto ambiental neutro ou positivo;
  • ajudar a mitigar as alterações climáticas e a adaptar-se aos seus impactos;
  • inverter a perda de biodiversidade;
  • garantir a segurança alimentar, a nutrição e a saúde pública, assegurando
    que todos tenham acesso a alimentos suficientes, seguros, nutritivos e
    sustentáveis;
  • preservar a acessibilidade dos preços dos alimentos, gerando
    simultaneamente retornos económicos mais justos, fomentando a
    competitividade do setor de abastecimento da UE e promovendo o
    comércio justo; 

Ler mais aqui.

Encontra-se um artigo científico sobre as etiquetas FOP escrito pelo Prof. Frédéric Leroy em conjunto com Lorenzo M. Domini (Universidade Sapienza, Roma, Itália), Elliot M Berry (Escola de Saúde Pública Braun, Universidade Hebraica - Escola Médica Hadassah, Jerusalém, Israel), Frans Folkvord (Universidade de Tilburg, Tilburg, Holanda), Léon Jansen (Schuttelaar & Partners, Wageningen, Holanda), Ömer Şimşek (Universidade Técnica Yildiz, İstanbul, Turquia), Fabio Fava (Alma Mater Studiorum, Universidade de Bolonha, Bolonha, Itália) Marco Gobbetti (Comité Italiano para a Biossegurança, Biotecnologia e Ciências da Vida, Roma, Itália e Universidade de Bolzano, Bolzano, Itália) e Andrea Lenzi (Universidade Sapienza, Roma, Itália).

O artigo avalia FOPLs diretivas e semi diretivas utilizando esquemas de cor (por exemplo, Nutri-Score) e FOPLs informativos (por exemplo, Nutrinform Battery).
As abordagens de diretiva tendem a mostrar um "efeito de desgaste" e, adicionalmente, tendem a ter vários problemas conceptuais subjacentes. Normalmente, as suas pontuações nutricionais são calculadas utilizando algoritmos variáveis e arbitrários e envolvem um conjunto redutor de parâmetros de validade discutível. Assim, sobrestimam os efeitos de factores nutricionais seleccionados, tais como gordura saturada e energia, enquanto ignoram a matriz alimentar e os aspetos mais holísticos da nutrição. Além disso, não reflectem a porção que é consumida, ignoram as etapas de preparação em casa, e não servem como base útil para compor uma dieta saudável. Além disso, desde que as formulações nutricionais correspondam aos padrões algorítmicos, tendem a permitir produtos ultra processados. Assim, isto pode confundir e induzir em erro os consumidores. O excesso de confiança nos rótulos de cor verde pode mesmo resultar em escolhas alimentares desequilibradas, enquanto que evitar produtos vermelhos pode eliminar certos alimentos da dieta que são ricos em nutrientes essenciais (por exemplo, queijo), levando a resultados opostos aos pretendidos. Este último é particularmente relevante para populações vulneráveis, tais como jovens, mulheres grávidas e adultos mais velhos, ou para indivíduos com necessidades específicas.

No seu conjunto, as diretivas FOPL tais como Nutri-Score contradizem a intenção declarada da Comissão Europeia de capacitar os consumidores para empreenderem dietas saudáveis e equilibradas baseadas em informação facilmente acessível e robusta.
Embora os sistemas informativos geralmente também mantenham o foco em alguns parâmetros nutricionais selecionados, são menos paternalizantes e evitam a necessidade de classificar os alimentos como saudáveis ou pouco saudáveis. Também concentram a atenção nas porções individuais que são consumidas (mesmo que a definição do tamanho das porções continue a ser controversa).
Dada a importância dos padrões alimentares, em vez de alimentos ou nutrientes individuais, as FOPL diretivas do tipo Nutri-Score representam um caso lamentável de nutricionismo.
Finalmente, as tentativas de associar a adoção de uma FOPL a uma melhoria do estado de saúde são poucas e aplicadas principalmente em contextos virtuais; nenhuma delas é longitudinal, nem foram capazes de identificar uma relação causal.
Nas conclusões, os autores observam que não existem provas sólidas que demonstrem que a adoção de um sistema FOPL diretiva como o Nutri-Score melhorará as capacidades nutricionais e a consciência dos consumidores, melhorando assim as suas escolhas de compra num contexto da vida real.

Consultar artigo científico aqui

 

     

 

1. A DECLARAÇÃO DE DUBLIN: O APELO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA PARA UM DEBATE BASEADO EM PROVAS SOBRE A CARNE. Consultar aqui.

 

  

A CLITRAVI informa que há um novo post no website de meatthefacts:
 
1) O QUE É A "AGRICULTURA CONVENCIONAL"? Consultar aqui 
 

O que significa "agricultura convencional"? Faz sequer sentido usar este termo indefinido no debate sobre o futuro da agricultura ao discutir abordagens de produção e sustentabilidade? Na sequência de um artigo recentemente publicado no Science Direct, pensámos em analisar o significado deste termo amplamente utilizado para descrever a imensa diversidade dentro da agricultura.

Normalmente, o adjetivo "convencional" é utilizado para se referir a práticas agrícolas e de criação "tradicionais", em contraste com as práticas "alternativas". Estas diferenças resultam do facto de a agricultura enfrentar desafios criticamente importantes. Assim, a comunidade científica e a sociedade tentam encontrar formas diferentes de classificar os sistemas agrícolas. Isto implica muitas vezes a utilização de termos simplistas para atrair a atenção do público. (Ler mais versão PT aqui)

 

  

A EXPOCARNE acontece de 27 a 29 de outubro na Exponor! Inscreva a sua empresa!

A Feira Profissional de Máquinas, Equipamentos e Acessórios para a Indústria da Carne e Logística está de volta e vai decorrer na Exponor, em Matosinhos.

Em simultâneo irá decorrer a EXPOALIMENTA, a feira profissional da alimentação,  maquinaria, equipamentos e produtos para a indústria alimentar. Inscrições aqui.

A APIC vai estar presente, neste evento, com um Stand. Visite-nos! 

A APIC irá realizar um seminário com o título Internacionalização dos Produtos Cárneos Portugueses - Como Exportar Mais!” no dia 28 de outubro de 2022- 15.00H - Auditório 2“ExpoCarne” - Consultar programa aqui 

Reserve o dia 28 de outubro de 2022 

 

Site oficial - EXPOCARNE PORTO - 2022 - EXPOCARNE reúne maquinaria e equipamentos de vanguarda para potenciar indústria (exposalao.pt)

Reserve o dia 21 de outubro 2022 para o Seminário APIC "O Futuro da Carne face à Estratégia Farm to Fork”, em Famalicão

A APIC, vai de novo, criar um espaço de diálogo e um debate transparente sobre a produção, promoção e consumo da carne, abordando a famosa estratégia da Comissão Europeia “Do Prado ao Prato”. Dia 21 de outubro de 2022- 14h - Auditório “Centro de Estudos Camilianos” Avenida de S. Miguel, 758, 4770-631 S. Miguel de Seide, Famalicão Veja o programa aqui

  •  a primeira inscrição é gratuita para os associados da APIC e que as seguintes terão um encargo de 15€ por cada inscrição adicional, podendo naturalmente ceder este tipo de inscrição a convidados.
  • a inscrição de participantes não associados, terá o valor de 35€.

Inscreva-se em: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

A alimentação saudável e adequada é fundamental para que o crescimento, desenvolvimento e manutenção do organismo humano ocorra de forma apropriada e saudável (PNPAS, 2020b)).

A Roda dos Alimentos é um instrumento de Educação Alimentar destinado à comunidade em geral e que ajuda a escolher e a combinar os alimentos que deverão estar incluídos num dia alimentar saudável. O seu formato em forma de roda pode ser facilmente identificado e associado a um prato vulgarmente utilizado, não hierarquizando os alimentos. A Roda dos Alimentos é constituída por 7 grupos de alimentos, acrescido da água. O grupo da carne, pescado e ovos deverá fornecer ao dia alimentar cerca de 5%, ou seja, 1,5 a 4,5 porções (PNPAS, 2020c).

Segundo a Direção-Geral da Saúde, a carne continua a ser considerada um alimento importante para ser incluído moderadamente na dieta humana e numa alimentação diversificada pelo seu elevado valor proteico, vitamínico e mineral.

Segundo um estudo de 2019, realizado na Universidade de Nevada, a carne vermelha é uma excelente fonte de minerais e vitaminas, principalmente; zinco, ferro, selénio, e vitamina B12. E é importante notar que a anemia regenerativa, relacionada com a deficiência de ferro, é uma questão global crítica, e o consumo de carne vermelha é preventivo (Omaye & Omaye, 2019).

Segundo Laura Wyness (2015), a carne vermelha fornece uma boa fonte de proteínas de alta qualidade, bem como ácidos gordos benéficos e uma grande variedade de micronutrientes (Tabela 1).

Tabela 1 - Benefícios do consumo de carne vermelha de acordo com os seus constituintes. Adaptado de (Wyness, 2015).

Constituintes

Grupo de nutrientes

Benefícios

Macro-nutrientes

Proteína de alto valor biológico

Possui todos os aminoácidos essenciais quer para os adultos quer para as crianças. A proteína é necessária para o crescimento, manutenção e reparação do corpo.

Ácidos Gordos (AG) principais* : ácidos gordos polinsaturados- e ácidos gordos monoinsaturados.

O perfil de ácidos gordos da carne vermelha varia em função das proporções de carne magra e gordura presentes.

Muitos AGs podem ser metabolizados e sintetizados pelo corpo humano, mas existem dois ácidos gordos polinsaturados essenciais principais que apenas são conseguidos através da dieta e que se encontra presentes na carne: n-3 α- ácido linolénico (ALA) e n-6 ácido linoleico (LA).

Micro-nutrientes

Ferro heme

Os estudos sobre refeições mostraram que o ferro heme encontrado na carne vermelha é mais eficientemente absorvido da dieta (20-30 %) do que o ferro não heme (5-15 %).  O ferro heme também aumenta a absorção de ferro não heme de alimentos como cereais, vegetais e legumes consumidos ao mesmo tempo. A carne e produtos de carne contribuem para 21 % da ingestão de ferro em adultos.

 

Vitamina D

A carne e os produtos à base de carne contribuem para 35% da ingestão de vitamina D nos adolescentes (11-18 anos) e 30% nos adultos (19-64 anos)

 

Vitamina A

Apesar de em pequenas doses, a carne vermelha pode dar uma importante contribuição para a ingestão de micronutrientes que por vezes se encontram em falta nas dietas de alguns grupos populacionais.

 

Vitaminas do Grupo B: B1, B2, B3, B6 e B12

 

Zinco

 

Fósforo

 

Magnésio

* ácidos gordos intramusculares.

Em conclusão, o consumo de carnes vermelhas é benéfico em conjunto com a prática de um estilo de vida saudável.

 

Referências:

McAfee, A. J., McSorley, E. M., Cuskelly, G. J., Moss, B. W., Wallace, J. M. W., Bonham, M. P., & Fearon, A. M. (2010). Red meat consumption: An overview of the risks and benefits. Meat Science, 84(1), 1–13. https://doi.org/10.1016/j.meatsci.2009.08.029

Omaye, A. T., & Omaye, S. T. (2019). Caveats for the Good and Bad of Dietary Red Meat. antioxidants. https://doi.org/10.3390/antiox8110544

PNPAS, P. N. para a P. da A. S. (2020a). Ferro. https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/nutriente/ferro/

PNPAS, P. N. para a P. da A. S. (2020b). Notas sobre alimentação e cancro. https://nutrimento.pt/noticias/notas-sobre-alimentacao-e-cancro/

PNPAS, P. N. para a P. da A. S. (2020c). Roda dos Alimentos. https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/roda-dos-alimentos/

Wyness, L. (2015). The role of red meat in the diet: nutrition and health benefits. https://doi.org/10.1017/S0029665115004267