“Deixem-nos trabalhar!”

Chegámos ao cúmulo de, apesar dos custos com a taxa de inspeção, os matadouros terem que ajustar os respetivos horários de abate e mesmo o volume de abate de acordo com a capacidade da DGAV de colocar inspetores sanitários nos matadouros.

“Deixem-nos trabalhar!” É o que sistematicamente têm dito os industriais da carne que há muito só pedem que o Estado não os impeça de trabalharem.

Perguntam os leitores: “Mas, então, o que é que obstrui o normal funcionamento dos matadouros?” Pode parecer estranho, e até difícil de entender, mas a verdade é que os matadouros asseguram à Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) verbas elevadíssimas de taxas para poderem laborar. Estes valores são relativos à taxa de inspeção sanitária liquidada pelos matadouros à autoridade responsável pela colocação de médicos veterinários para efetuarem inspeção sanitária: a DGAV. As empresas liquidam mensalmente ao Estado valores acima de 35.000 euros, para poderem contar com os veterinários oficiais, sem os quais não poderão abater qualquer animal para consumo humano, sob pena de o abate ser considerado clandestino e incorrerem em pena de prisão. Ler mais aqui.

 

Setor da carne é muito inovador e têm sido feitos investimentos descomunais
 
Reforço do bem-estar animal, redução do desperdício alimentar e contribuir para a descarbonização são alguns dos eixos que norteiam a indústria nacional da carne. Quem o diz é Graça Mariano, diretora executiva da Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC) nesta entrevista à iALIMENTAR. A responsável recorda que as empresas portuguesas "têm tido um enorme investimento nas novas tecnologias". Alerta ainda para a "falta crónica" de veterinários da DGAV no que aos abates nos matadouros diz respeito.

Que radiografia se pode traçar do setor da carne em Portugal? Como se pode hoje caraterizar a indústria da carne: desde a produção ao embalamento, passando pela distribuição e consumo?

É um setor muito inovador que tem procurado responder às solicitações não só dos consumidores como as que surgem no âmbito do reforço do bem-estar animal, da produção com menos aditivos, da redução do desperdício alimentar e ainda do ambiente, com a adaptação à descarbonização. Têm sido feitos investimentos descomunais com todos estes desafios, bem como com a aplicação dos requisitos legais impostos na Europa que são dos mais exigentes do mundo.

Ler entrevista completa aqui.
 

Workshop- HACCP e Flexibilidade associada-Montijo

A APIC irá organizar em colaboração com a ASAE e com a DGAV, a terceira sessão de formação prática sobre HACCP e Flexibilidade associada, no próximo dia 30 de junho de 2022, no auditório da “Galeria Municipal do Montijo”, R. Alm. Cândido dos Reis 12, 2870-471 Montijo,

Enviem pf as vossas manifestações de interesse, indicando:

  • Nome da Empresa/Entidade que representam, Nome do participante, Função e Endereço eletrónico, para o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Os associados da APIC, os inspetores da ASAE e os técnicos da DGAV poderão se inscrever gratuitamente, os restantes participantes terão um valor de inscrição de 75€

Veja o programa AQUI