"Sem mundo rural a fome será a primeira causa de mortalidade do Homem..”
Segundo o Professor Rui Caldeira [Presidente da FMV - Faculdade de Medicina Veterinária], que se transcreve:
…“São precisas medidas para levar os urbanos ao Mundo Rural ou trazer o Mundo Rural até às cidades, em especial às crianças e jovens, para isso, talvez a Introdução nos programas do ciclo básico e secundário de:
Possam ter algum efeito positivo”…

Dizia-me uma jornalista em conversa que o vegetarianismo é uma crença. Acabei por concordar. O vegetarianismo é mais que uma crença, é quase uma religião, mas sem a origem divina.
E porquê? Porque creem/acreditam que a alimentação à base de vegetais [não irei debruçar-me sobre os vários tipos de vegetarianismo, não é relevante para este texto], que os salvará, tal como os crentes na religião [não pretendo fazer nenhum critica à fé].
Comecemos a analogia identificando a mesma metodologia da religião [sem origem na fé divina], em ambos, vegetarianismo e religião, são procurados adeptos, o verdadeiro proselitismo, tal como identificado por Juan Pascal no seu livro (Razões para ser omnívoro: pela tua saúde e a do planeta, página 45). Os vegetarianos sempre que têm oportunidade insistem na conversão dos omnívoros em vegetarianos, face à forte convicção de que apenas os vegetarianos são ambientalistas.
Na verdade, por vezes até nos querem fazer sentir (os omnívoros) escorraçados por não estarmos preocupados com o ambiente, já que não assumimos estas práticas de alimentação restrita a vegetais.
Os vegetarianos não se limitam a informar sobre as “vantagens” do vegetarianismo, mas sim exercem quase que uma intimidação para nos convertermos, na forte convicção de que o vegetarianismo pode salvar o mundo!
O modus operandis é o mesmo da religião- a atração de novos seguidores!
Por outro lado, profetizam aquilo em que acreditam acerrimamente. Que bonito é ver tanta fé! Faz falta esta forma de agir noutros contextos, pessoas que acreditam e defendem até à exaustão aquilo em que creem.
Contrariamente aos vegetarianos, os omnívoros, não falam e nem defendem com a mesma intensidade de paixão as suas escolhas alimentares.
A segunda analogia com a religião é também fácil de perceber, os vegetarianos falam da alimentação com a mesma fé que os religiosos [mas sem origem divina].
Os vegetarianos acreditam que a produção de carne bem como o seu consumo apenas tem desvantagens.
Esta é a sua crença e defendem-na exaustivamente!
Para os vegetarianos, a produção de carne é sinonimo de aumento da produção de gases com efeito de estufa [GEE] e impacte ambiental. Nada de positivo!
Infelizmente, por estarem alheados da ruralidade ou mesmo pelo distanciamento que têm do mundo real, os vegetarianos desconhecem a relevância da atividade em causa [criação de animais] e da importância do alimento resultante [carne, se consumido nas proporções recomendadas na roda dos alimentos] sendo uma das atividades mais antigas e a única que implica ter a mão do homem diariamente, e por isso, garante a fixação de pessoas no interior, já que não se criam animais nos centros das grandes cidades; Ler artigo completo aqui.
Artigo publicado no site AGroportal, consultar aqui.

“…há também, a nível global, uma ciência mercantilista que procura diabolizar o alimento e a sua produção.. “
Segundo o Diretor-Geral da FIPA [Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares], Pedro Queiroz, que se transcreve:
…” Não querendo de forma alguma denegrir a seriedade, o valor e a enorme utilidade da ciência que é hoje produzida para o setor agroalimentar, nem dos seus profissionais, devemos reconhecer que também há, a nível global, uma ciência mercantilista que procura diabolizar o alimento e a sua produção, criando a necessidade de canalizar linhas de financiamento para áreas de investigação do seu interesse particular e alimentar algumas carreiras académicas”...
